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Como resolver problemas financeiros: 6 dicas

A maioria dos brasileiros tem dificuldades para montar e executar um bom planejamento financeiro e isso é um dos maiores motivos do aumento da inadimplência no país. Com essa dificuldade em gerenciar as finanças, contas atrasadas e dívidas que não acabam, muitas pessoas acabam recorrendo a empréstimos com taxas de juros elevadas e perdendo o controle da situação, uma vez que os valores pendentes não param de crescer. Dessa forma, o consumidor se pergunta: como resolver meus problemas financeiros?

Sabemos que esse é um cenário difícil, mas é preciso acreditar que existem soluções disponíveis e que nunca é tarde demais para reorganizar as finanças e retomar o controle da situação. Confira nossas dicas!

Entenda porque você se endividou

A primeira etapa para resolver problemas financeiros consiste em tentar compreender a origem de sua situação de endividamento. Reflita sobre suas ações e como elas contribuíram para essa situação. Em seguida, reúna todas as suas obrigações financeiras e faça um cálculo para determinar o montante total de suas dívidas. Identifique também os credores a quem você está devendo.

Ter pleno conhecimento do valor global de sua dívida e das empresas ou pessoas a quem você deve permitirá que você saiba por onde começar a se planejar e se livrar desses compromissos financeiros.

Priorize pagar as dívidas mais caras

A partir do levantamento que você vai realizar para resolver os problemas financeiros, vai ser possível obter um panorama geral de tudo que deve ser pago. Quando consideramos que os créditos que contratamos estão sempre atrelados a juros e a uma série de taxas cobradas pela instituição credora, percebemos que o valor da dívida só tende a crescer mais e mais com o tempo. A planilha te ajudará a enxergar qual dessas dívidas está sendo mais custosa para você e, por isso, deve ser prioridade na sua lista de pagamentos a serem feitos.

Economize e evite gastos desnecessários

Principalmente na fase crítica das dívidas, será necessário mudar alguns hábitos, se você quiser de fato resolver seus problemas financeiros. Você pode, por exemplo, adotar comportamentos que evitem gastos desnecessários ou impulsivos quando você estiver fora de casa, como deixar seu cartão de crédito em casa e levar apenas uma quantia limitada de dinheiro para situações de emergência.

Além disso, considere cancelar os outros cartões de crédito e evite frequentar lugares tentadores, ou seja, locais onde você sabe que será tentado a comprar itens que não são essenciais. No início, pode ser desafiador, mas ao longo de alguns meses, essa prática se transforma em um hábito que será essencial para manter suas contas em dia sempre.

Encontre uma fonte extra de renda, mesmo que temporária

Já pensou em como pode ganhar uma grana extra com um trabalho temporário ou até mesmo com algum hobby ou alguma habilidade que você executa bem? Mesmo que você tenha que abrir mão de uma parte do seu tempo livre durante o dia, essa pode ser uma solução temporária, pelo menos até você resolver os problemas financeiros de vez.

Mesmo com as contas em dia, se quiser continuar fazendo essa renda extra, pode usar esse dinheiro para fazer uma reserva de emergência, investir e garantir uma vida financeira mais tranquila, estável e longe de novas dívidas.

Comprometa-se em melhorar sua educação financeira

Buscar educação financeira para desenvolver uma perspectiva crítica e resolver problemas financeiros é uma excelente opção. Isso porque você passa a compreender como administrar o dinheiro com mais responsabilidade e adquire habilidades para gerenciar suas finanças de maneira eficaz, controlar suas despesas e aprender estratégias para eliminar e negociar dívidas, além de otimizar o uso dos seus recursos.

Uma sugestão prática é estabelecer metas modestas para quitar suas dívidas e começar a economizar. Conforme você alcança esses objetivos pessoais, fica mais motivado para conquistar a liberdade das dívidas e desfrutar de uma estabilidade financeira sólida.

Tente negociar suas dívidas

Negociar suas dívidas pode ser a saída para conseguir quitar suas pendências e colocar a vida financeira no lugar. Você pode até ter a impressão de que as instituições financeiras, como os bancos, são pouco flexíveis, mas quando o assunto é o pagamento de uma dívida, ambos os lados, tanto credor, quanto devedor, possuem interesse em chegar em um acordo que seja bom para ambos os lados, e é aí que entra a negociação.

Ao falar com o credor, tenha em mente que você está em busca de condições de pagamento mais favoráveis, como prazos mais estendidos ou taxas mais vantajosas para negociar suas dívidas. O objetivo principal é conseguir adequar suas dívidas à sua real capacidade de pagamento, com base no seu orçamento e resolver os problemas financeiros.

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Aprenda como consultar dívida no CNPJ

Consultar o CNPJ da sua empresa é uma atividade fundamental, tanto para empreendedores individuais quanto para empresários de grande porte. Isso se revela como um método eficaz para verificar se seu negócio possui dívidas ou foi vítima de alguma forma de fraude. Com essa checagem periódica, também é possível ter acesso a relatórios que detalham a saúde financeira do seu negócio e monitorar de perto a pontuação de crédito associada à sua empresa.

Segundo dados fornecidos pelo Governo Federal, o número de novos microempreendedores no ano anterior ultrapassou 3,9 milhões, enquanto o número de pequenas empresas que se encontravam em situação de inadimplência chegou a 5,4 milhões em fevereiro de 2022, de acordo com informações da Serasa Experian. Com esse crescimento, aumentou também a quantidade de empresários com dívidas pendentes, o que pode trazer sérias consequências para quem tem um negócio.

Ficar inadimplente segue a mesma lógica tanto para CPF quanto para CNPJ, envolvendo a inclusão nos registros de inadimplentes, uma queda na pontuação de crédito e a dificuldade de obter financiamentos, que podem ser essenciais para o desenvolvimento de uma empresa. Por isso, hoje vamos falar

Ficar inadimplente pode trazer uma série de prejuízos para a empresa. Aprenda como consultar dívidas no CNPJ e garantir a saúde financeira do seu negócio.

Formas de consultar dívida no CNPJ

Existem várias maneiras de consultar dívidas no CNPJ, até mesmo de forma online, o que facilita bastante a vida do empreendedor! Confira a seguir:

Receita Federal

Para consultar se um CNPJ tem dívidas junto à Receita Federal, é necessário acessar o website deste órgão e seguir os seguintes passos:

– 1\. Acesse o menu de serviços.

– 2\. Selecione as opções a seguir, na ordem indicada:

– a. Certidões e outros serviços.

– b. Emissão de certidão de regularidade fiscal.

– c. Emitir certidão de regularidade fiscal.

– d. Etapas para realizar este serviço.

– e. Emitir certidão de regularidade fiscal.

– f. Web: certidão de pessoa jurídica.

– 3\. Após seguir todas essas etapas, você chegará à página da “Certidão de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União”. Nessa página, insira o CNPJ para efetuar a consulta.

Dívida Ativa da União

Outra maneira de verificar dívidas associadas a um CNPJ é por meio do portal REGULARIZE, que identifica CNPJs inscritos na Dívida Ativa da União (DAU), o que significa que a empresa está em situação de inadimplência perante a Fazenda Pública Federal. Para realizar a consulta, acesse a opção “Consultar Dívida Ativa” no portal e escolha a alternativa de Pessoa Jurídica.

CADIN 

O CADIN é um banco de dados que registra todas as dívidas, tanto de pessoas físicas quanto de pessoas jurídicas, junto à Receita Federal. Para efetuar a consulta, acesse o site desse órgão e faça login na sua conta GovBR.

Serasa Experian

No portal da Serasa, é possível consultar as dívidas no CNPJ da empresa, e também no CPF dos sócios. Para isso, é necessário estar registrado no site.

Dívidas trabalhistas

Também é possível verificar se uma empresa possui pendências na Justiça do Trabalho por meio do site do Tribunal Superior do Trabalho. Basta procurar por “Certidões” no menu e selecionar “Emitir Certidão”.

FGTS

Por fim, você pode consultar o site da Caixa Econômica Federal para verificar se sua empresa possui dívidas relacionadas ao FGTS. No site, insira o número do CNPJ para acessar o Certificado de Regularidade do FGTS.

O que acontece com as empresas com dívidas no CNPJ?

Se você descobrir que seu CNPJ possui pendências financeiras, é crucial agir imediatamente para resolvê-las. Isso se deve ao fato de que uma empresa em situação de inadimplência pode enfrentar consequências severas, incluindo:

– Incapacidade de emitir notas fiscais;

– Suspensão de licenças ou autorizações;

– Dificuldade em contratar novos colaboradores;

– Registro negativo em órgãos de proteção ao crédito;

– Possibilidade de ações judiciais;

– Risco de penhora de ativos da empresa.

Deu para perceber o quanto ter dívidas relacionadas ao CNPJ pode ser prejudicial, não é? Portanto, para construir uma sólida reputação e manter uma imagem positiva no mercado, é fundamental quitar todas as dívidas e evitar problemas futuros. Manter a saúde financeira é essencial para o sucesso contínuo de um negócio, exigindo dedicação e um planejamento cuidadoso das finanças.

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Como fazer uma proposta de parcelamento de dívida?

Você sabia que pode fazer uma proposta de parcelamento de dívida e negociar uma forma de pagamento com o seu credor para quitar todas suas pendências? É comum pensar que o banco não aceitaria esse tipo de acordo, mas a verdade é que os dois lados podem sair ganhando com uma proposta de parcelamento de dívida. A renegociação pode incluir também um abatimento nas taxas de juros e no valor total a ser pago, tornando sua dívida mais barata e fácil de pagar. Já pensou? Vamos falar sobre o assunto a seguir!

O que é um acordo de dívida?

Um acordo de dívida é uma negociação estabelecida entre o devedor e o credor com o propósito de solucionar uma obrigação financeira pendente. A iniciativa para a celebração do acordo pode ser tomada por qualquer uma das partes envolvidas e é interessante que o devedor demonstre o interesse de quitar suas pendências, apresentando uma proposta de parcelamento de dívida.

No decorrer das negociações, é crucial que o devedor tenha uma compreensão clara de sua situação financeira e, se necessário, considere a possibilidade de estabelecer prazos estendidos de pagamentos para que consiga encaixar os pagamentos dentro do seu orçamento e seja capaz de cumprir com o novo contrato. O acordo final será estabelecido com base nas circunstâncias vigentes e na aprovação mútua das partes envolvidas.

Como fazer uma proposta de parcelamento de dívida

Hoje em dia é super fácil fazer uma proposta de parcelamento de dívida e negociá-las até mesmo pela internet. Mas antes disso é preciso se planejar para ter certeza que você será capaz de cumprir com esse compromisso financeiro. Confira as dicas:

Estabeleça quanto consegue pagar mensalmente

Se você ainda não possui o montante completo necessário para quitar completamente suas dívidas, é fundamental determinar um valor fixo para seus pagamentos mensais, a fim de evitar o retorno à inadimplência. Para fazer isso, leve em consideração todos os seus compromissos financeiros mensais e compare-os com sua renda. Essa análise facilitará o cumprimento do acordo de dívida e te ajudará a enxergar até mesmo as mudanças que você pode fazer para ter uma vida financeira mais saudável.

Se prepare para os imprevistos

Além de avaliar seus compromissos regulares mensais, é importante levar em conta os eventos inesperados que podem surgir, como um conserto do veículo, um problema de saúde ou algo do tipo. Isso proporcionará uma margem de segurança que não irá comprometer o pagamento da dívida, caso um imprevisto aconteça. Em geral, especialistas recomendam que não mais do que 30% do seu orçamento mensal seja destinado ao pagamento de dívidas.

Todo cuidado é necessário, pois caso você quebre o acordo, o credor tem a prerrogativa de adotar medidas legais para recuperar o valor em dívida, como instaurar um processo judicial ou adquirir propriedades do devedor como forma de compensação. Além disso, a quebra de um acordo de dívida pode acarretar em um aumento das taxas de juros e encargos associados ao débito, além de resultar em uma diminuição da pontuação de crédito do consumidor.

Analise as possibilidades

Uma proposta de parcelamento de dívida é uma negociação que envolve todas as partes interessadas em busca de um consenso. Portanto, é vantajoso chegar a essa fase com uma estratégia bem definida antes de iniciar o acordo. Tenha em mente que você está em busca de condições de pagamento mais favoráveis, como prazos mais estendidos ou taxas mais vantajosas para negociar suas dívidas. O objetivo principal é conseguir adequar suas dívidas à sua real capacidade de pagamento, com base no seu orçamento.

Converse com o credor

Chegou a hora de procurar o credor e falar abertamente sobre sua situação financeira e as possibilidades que você possui para negociar as dívidas. Ao buscar este novo acordo, o ideal é que você converse diretamente com o seu credor sobre a proposta de parcelamento de dívida e, de preferência, de maneira presencial ou até mesmo por telefone.

Tenha atenção ao contrato

Verifique minuciosamente as cláusulas estipuladas no contrato de negociação da dívida. Elementos como prazos e modalidades de pagamento, penalidades e encargos em casos de atraso são extremamente importantes. Além disso, lembre-se de conferir se não estão sendo adicionados quaisquer serviços ao contrato e taxas com as quais você não concordou.

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Dívida de condomínio pode ser parcelada em quantas vezes?

Entre várias modificações, o Novo Código de Processo Civil agilizou o processo de cobrança de dívidas condominiais e trouxe à tona uma importante questão para quem tem pendências em relação a esse tipo de despesa e quer colocar a vida financeira em dia: dívida de condomínio pode ser parcelada em quantas vezes? Para entender melhor esse assunto, é necessário falarmos sobre alguns pontos importantes, que vão te guiar nas melhores decisões a tomar. Acompanhe a seguir!

Dívidas extrajudiciais de condomínio

O número de vezes em que a dívida de condomínio pode ser parcelada e os procedimentos a serem seguidos irão depender principalmente de qual fase de cobrança se encontra o débito em questão.

Antes de iniciar um processo judicial, o condomínio geralmente tenta recuperar os valores devidos por meio de cobrança extrajudicial. Nesse momento, o devedor recebe uma planilha com os valores em débito, que podem incluir honorários de cobrança que chegam a até 20% do total da dívida. É necessário ficar bastante atento a esses valores, porque essas taxas são debatíveis no contexto extrajudicial e não deve haver abuso, principalmente que irão dificultar a quitação da dívida condominial.

Depois de checar todos os valores cobrados com atenção, você pode apresentar uma proposta de acordo de pagamento com parcelamento em até 24 vezes. Para uma gestão financeira mais sensata e para manter o fluxo de caixa, é mais prudente e econômico aceitar um acordo, mesmo que o valor seja parcelado, em vez de recorrer à via judicial, desde que o contrato contenha cláusulas de vencimento antecipado da dívida, a obrigação de manter a adimplência e outras obrigações comuns.

No entanto, mesmo que seja raro, existe a possibilidade da recusa da aceitação da proposta por parte do condomínio. Em alguns casos particulares, isso acontece devido ao valor cobrado, garantias ou outras circunstâncias, e aí o devedor terá que decidir se paga o valor cobrado ou aguarda a cobrança judicial.

Dívidas de condomínio cobradas judicialmente

Não importa qual seja o tipo de dívida, o credor pode recorrer à justiça para reaver os valores, principalmente se estiver encontrando algum tipo de dificuldade para receber do devedor.

O novo Código de Processo Civil trouxe uma vantagem para os condôminos devedores no Artigo 916. Esse artigo permite que o devedor quite sua dívida em ações de execução fazendo um pagamento inicial de 30% do valor total e parcelando o restante em 6 vezes, com a adição de juros e correção monetária às parcelas. É importante ressaltar que essa é uma vantagem concedida pela lei, e o condomínio não tem autoridade para interferir nesse processo, conforme o artigo:

_Art. 916 – No prazo para embargos, reconhecendo o crédito do exequente e comprovando o depósito de trinta por cento do valor em execução, acrescido de custas e de honorários de advogado, o executado poderá requerer que lhe seja permitido pagar o restante em até 6 (seis) parcelas mensais, acrescidas de correção monetária e de juros de um por cento ao mês._

Durante o processo judicial, é possível solicitar uma audiência de conciliação e outras situações em que o parcelamento pode ser apresentado e um acordo formalizado. Não existe uma lei que obrigue o síndico a aceitar um parcelamento da dívida condominial, mas como dissemos anteriormente, um gestor responsável dificilmente rejeitará uma proposta bem elaborada. Isso ocorre porque, em geral, recusar uma proposta desse tipo e levar a cobrança para o tribunal pode ser mais oneroso para o condomínio e demorar, por mais que esse tipo de processo tenha sido agilizado com o Novo Código de Processo Civil.

Quando a cobrança é feita judicialmente, além da possibilidade de parcelamento de dívida de condomínio prevista por lei, desde que o devedor atenda aos requisitos mínimos, o devedor pode questionar os valores e percentuais cobrados. Dessa forma, ele pode economizar fundos para quitar os valores em um momento posterior.

No entanto, é sempre aconselhável que o devedor busque a orientação de um profissional qualificado para entender os benefícios e desvantagens das diferentes abordagens que podem ser adotadas.

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Dívida protestada em cartório prescreve? Entenda

A prescrição de dívidas é um assunto bastante comum entre quem tem dificuldade para manter as contas em dia. Viver com essas pendências financeiras não é nada fácil e acarreta uma série de preocupações, incluindo se dívida protestada em cartório prescreve. Afinal, o protesto traz uma série de dificuldades para a vida do devedor, que tem esperança de poder ter sua vida financeira normalizada com a prescrição do protesto em cartório. Mas será que isso, de fato, acontece? Contamos mais sobre isso a seguir!

Viver com pendências financeiras não é fácil e acarreta uma série de preocupações, incluindo se dívida protestada em cartório prescreve. Vamos entender!

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O que é uma dívida protestada em cartório?

Uma dívida protestada em cartório indica que o credor formalmente registrou a sua reivindicação para receber o montante devido. Isso equivale a uma denúncia oficial contra o devedor, que causa uma mancha na reputação financeira da pessoa endividada e desencadeia uma série de consequências adversas.

Sempre que uma dívida é protestada, os tabeliães comunicam essa informação aos órgãos de proteção ao crédito. Isso resulta na inclusão da pessoa nos registros negativos dessas instituições. Além disso, o ato de protestar também funciona como uma notificação para o consumidor cujo nome é inscrito nesses cadastros.

Antes de concluir qualquer transação comercial ou efetuar uma venda, várias empresas optam por consultar o cartório, permitindo-lhes obter acesso ao registro histórico da pessoa ou entidade em questão. Se o consumidor possui dívidas protestadas, pode enfrentar dificuldades para conseguir crédito de diversas espécies.

O protesto em cartório é efetuado através de um tabelionato de protesto. Nesse procedimento, um título de crédito ou documento de dívida é formalmente apresentado ao cartório para cobrança oficial, e caso não seja quitado, é registrado como inadimplido. A finalidade deste registro é evidenciar a inadimplência por parte do devedor e pode ser empregado como meio de apoio em ações de cobrança judicial.

O que significa a prescrição de uma dívida

Antes de respondermos se a dívida protestada em cartório prescreve, é preciso entender o que significa a prescrição de dívida.

A prescrição de uma dívida é um conceito legal que estabelece um limite de tempo dentro do qual o credor pode buscar o pagamento da dívida por meio de um processo judicial. Após esse período, conhecido como prazo de prescrição, o direito de exigir judicialmente o pagamento da dívida perde sua validade legal.

Em termos mais simples, embora a dívida ainda exista, o devedor não pode mais ser legalmente obrigado a pagá-la por meio de um tribunal. É importante destacar que os prazos de prescrição de dívida podem variar dependendo da natureza da dívida.

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Protesto de dívida caduca ou não?

É importante comentar que muitas pessoas confundem a negativação da dívida com o protesto. Protesto e negativação são conceitos diferentes. O protesto de dívida é um ato público e permanente, não havendo prazo de caducidade. A dívida registrada em nome do consumidor permanecerá protestada e constará nos registros cartorários até que seja efetuado o pagamento e ocorra a devida baixa do protesto.

Por outro lado, a negativação é uma abordagem distinta. Mesmo que a dívida que originou a negativação não seja paga, os órgãos de proteção ao crédito são obrigados a remover a dívida de seus bancos de dados após um período de 5 anos. Esse prazo está previsto na legislação do Código de Defesa do Consumidor.

Se, após esses 5 anos, o nome do consumidor ainda estiver presente nos registros restritivos devido a essa dívida, ele pode buscar auxílio junto ao Procon de seu estado para solicitar a exclusão ou até mesmo recorrer ao Poder Judiciário. Mas vale lembrar que isso não significa que a dívida deixa de existir e que o consumidor pode ter uma vida financeira mais saudável, sem restrições ao pagá-la.

Quando um protesto em cartório é cancelado?

​​De acordo com a legislação relativa a protestos de dívidas, a responsabilidade de cancelar um protesto em cartório recai sobre a pessoa inadimplente. Para efetuar o cancelamento, é preciso que a dívida tenha sido integralmente quitada.

Após realizar o pagamento, o interessado deve entrar em contato com o credor e obter sua concordância para o cancelamento do protesto. Após o pagamento e a obtenção da autorização do credor, é necessário comparecer ao cartório ou acessar o site do CENPROT (Centro Nacional de Protesto), efetuar o pagamento de todas as taxas cartorárias e solicitar a “baixa” do protesto.

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Dívida com mais de dez anos pode ser cobrada?

Mesmo as dívidas mais antigas ainda geram dúvidas e preocupação na cabeça de muita gente. Afinal, ao contrário do que a maioria pensa, os débitos não desaparecem e você nem deixa de ter a obrigação de pagá-los depois de um determinado período. Vamos explicar melhor se dívida com mais de dez anos pode ser cobrada e quais os seus direitos e deveres com relação a pendências financeiras que já duram alguns anos. Continue lendo e se informe!

Como funciona a prescrição de dívida?

A prescrição representa o limite de tempo a partir do qual, apesar de a obrigação financeira ainda estar em vigor, não é mais possível prosseguir com ação legal para sua recuperação. Em outras palavras, após a prescrição, o credor perde o direito de mover um processo judicial contra o devedor.

Após o tempo necessário para a dívida se tornar caduca, o consumidor não pode mais ser incluído em registros de inadimplência devido a essa dívida específica. Isso significa que o nome do consumidor não pode mais ser inserido em listas de órgãos de proteção ao crédito devido a essa dívida em particular.

Dessa forma, se o consumidor estiver registrado como inadimplente, seu nome será liberado de restrições quando a dívida atingir o estado de prescrição. Como resultado, outras empresas que consultam estes registros não terão conhecimento da existência dessa dívida em atraso. Somente a empresa que originou a dívida inadimplente terá essa informação.

Outra consequência significativa é que as dívidas prescritas não afetam mais o Score do consumidor. Portanto, ao buscar crédito, essa dívida inadimplente não terá impacto negativo na obtenção de aprovação (a menos que seja diretamente com a empresa credora da dívida).

É importante destacar que a prescrição de dívida está sujeita a uma série de regulamentos e exceções. Mesmo quando a dívida apenas tenha expirado ou se tornado prescrita, ainda é permitido realizar tentativas informais de cobrança. Isso significa que o devedor ainda pode ser contatado por telefone, correspondência e outros meios de comunicação, solicitando o pagamento, como vamos explicar ainda neste conteúdo.

Não preciso pagar pela dívida prescrita?

Agora vamos falar de um ponto muito importante que necessita atenção. A dívida permanece em vigor mesmo que o credor tenha perdido a capacidade de buscar o pagamento através de processos judiciais ou se o nome do devedor tenha sido retirado dos registros de agências de proteção ao crédito. Em ambos os casos, a dívida continua ativa, e isso inclui a acumulação de juros e outros encargos que estão incorporados no Custo Efetivo Total, como taxas de abertura de crédito, seguros, impostos e outras despesas.

O credor ainda pode buscar o pagamento da dívida com mais de dez anos, pois mantém o direito de recebê-la. A única diferença é que não pode fazê-lo por meio de um processo judicial, mas pode empregar outros métodos, como a abordagem amigável, na tentativa de recuperar o crédito devido. Continue lendo!

Cobrança extrajudicial é permitida após a prescrição da dívida

A cobrança de dívida com mais de dez anos é permitida, mas apenas de forma extrajudicial. O credor continua tendo direito de receber o valor que é devido a ele e, por isso, a cobrança pode ser feita extrajudicialmente, ou seja, de forma administrativa, e o seu nome não pode mais ser negativado.

Geralmente, a cobrança de dívida prescrita é feita por meios amigáveis, como cartas, mensagens de texto, ligações e e-mails. Muitas instituições financeiras contratam empresas terceirizadas para realizar este tipo de serviço. É importante reforçar que durante essas cobranças, não pode haver qualquer tom acusatório, intimidatório ou ameaçador no tratamento com o devedor.

Cobranças abusivas podem resultar em danos morais para o consumidor, que pode e deve procurar meios judiciais de ser indenizado por isso.

O que fazer no caso de cobranças abusivas de dívida com mais de dez anos

Caso você seja vítima de cobranças abusivas por conta de uma dívida prescrita, pode procurar meios judiciais para ser indenizado, com ou sem a ajuda de um advogado. Para começar, é importante buscar todas as provas necessárias, como:

– O print/captura de tela da consulta nos órgãos de proteção ao crédito, como Serasa e Boa Vista SCPC, exibindo as informações sobre a dívida, data e empresa;

– Boleto original da dívida prescrita (de 5 anos atrás);

– Trocas de e-mails, protocolos ou qualquer contato com a empresa;

Dessa forma, você poderá exigir que a empresa pare com as cobranças exaustivas e até ser ressarcido pelos danos morais que a instituição causou a você.

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Empresa falida tem que pagar dívidas? Saiba como funciona

Ter uma empresa de sucesso e alcançar uma lucratividade satisfatória é o objetivo de inúmeros empreendedores, que dedicam recursos financeiros, tempo e energia diariamente em seus negócios. No entanto, existem diversos fatores, até alguns que não estão sob nosso controle, como a crise econômica ocasionada pela pandemia, que podem causar danos irreparáveis a uma empresa. Nas circunstâncias mais desfavoráveis, muitos gestores se veem obrigados a encerrar suas operações e decretar a falência do negócio.

É normal se perguntar, neste caso, se a empresa falida tem que pagar dívidas. Afinal, até chegar a esse ponto, é bem provável que haja pagamentos pendentes de funcionários, fornecedores, impostos e tantas outras contas que envolvem um negócio. E aí, como ficam todos esses valores? Explicamos logo abaixo!

O que significa dizer que uma empresa faliu?

A falência representa uma situação legal em que uma empresa se encontra em estado de insolvência, ou seja, não possui recursos financeiros suficientes para se manter em funcionamento e, portanto, busca vender seus ativos. Nesse cenário, quando um empreendimento não consegue mais se manter e enfrenta dificuldades financeiras significativas, é necessário que a empresa inicie formalmente o processo de falência.

É importante ressaltar que a falência é sempre iniciada por solicitação, nunca é decretada automaticamente pelo juiz, sendo necessária uma petição formal para que isso ocorra. Além disso, a declaração de falência é fundamental para que seja possível avaliar os ativos e passivos da empresa e, assim, receber orientação legal sobre a melhor maneira de quitar as dívidas. Vamos continuar a falar sobre esse assunto em específico, a seguir!

E como ficam as dívidas da empresa falida?

No decorrer do processo de falência, ocorre a análise e categorização das dívidas da empresa em dificuldades financeiras. Existem diversas classes de débitos, cada uma sujeita a um tratamento específico. As obrigações relacionadas a dívidas trabalhistas, por exemplo, têm prioridade de pagamento. Os credores que detêm garantias reais, como hipotecas ou penhoras, também recebem preferência.

Todavia, é crucial destacar que existe a possibilidade das dívidas não serem integralmente liquidadas durante um processo de insolvência. Isso porque, em muitas situações, os recursos disponíveis são insuficientes para cumprir todas as obrigações financeiras da empresa. Nestas circunstâncias, as dívidas podem ser pagas parcialmente ou até mesmo anuladas, dependendo da quantidade de ativos disponíveis.

O sistema legal designará um administrador judicial para conduzir o processo de falência. Essa pessoa será encarregada de reunir todos os ativos da empresa, avaliar seus valores e realizar a venda desses bens. Dessa forma, será arrecadado o montante possível para pagar os credores. Todas essas etapas serão monitoradas e supervisionadas por um juiz.

A responsabilidade do administrador judicial

O administrador judicial é um especialista designado pelo juiz em processos de falência, recuperação judicial ou extrajudicial de uma empresa. Sua missão envolve supervisionar a administração da empresa em dificuldades, bem como assegurar a proteção dos ativos e direitos da empresa e de seus credores.

Este profissional é responsável por avaliar e promover a venda dos recursos da empresa, como propriedades e equipamentos, com o intuito de angariar fundos para quitar as obrigações com os credores. Ele também deve validar a legitimidade dos créditos apresentados pelos credores e estabelecer a ordem de pagamento.

Outra função do administrador judicial é preparar um relatório que será entregue ao juiz acerca da condição financeira da empresa em falência, abrangendo propriedades, créditos, dívidas e litígios pendentes. Este documento desempenha um papel essencial na orientação das decisões tomadas tanto pelo juiz, quanto pelos credores durante o procedimento de liquidação das dívidas.

Quando um processo de falência chega ao fim?

O administrador judicial é obrigado a apresentar relatórios periódicos ao juiz, começando 30 dias após o início do processo. A empresa em falência só pode encerrar o procedimento após pagar pelo menos metade de todas as dívidas ou quitar o montante total. O tempo médio para concluir uma ação de falência varia de dois a cinco anos, embora em alguns casos possa se prolongar por quase uma década.

Conforme estipulado no artigo 114 da lei 11.101, o representante legal encarregado de conduzir o processo de falência deve informar ao juiz se a empresa não possui ativos para liquidar suas obrigações. Se não houver objeções, o juiz pode encerrar o processo de falência. No entanto, se os envolvidos decidirem prosseguir com o processo, os credores podem assumir os custos judiciais e os honorários do administrador judicial.

Após a conclusão de todas as etapas mencionadas anteriormente, o juiz revisa o processo novamente e, se tudo estiver em conformidade, encerra a ação, permitindo que o empresário em falência retome suas atividades ou inicie novos empreendimentos.

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O que acontece quando uma dívida vai pro fórum? Entenda

Existem aqueles assuntos que sempre ouvimos falar sobre, mas não entendemos completamente do que se trata, nem como isso pode nos afetar. Um deles é o que acontece quando uma dívida vai pro fórum, ou melhor, quando ela é ajuizada. A maioria das pessoas temem que isso aconteça, sem ao menos saber como funciona todo o processo e até mesmo como evitá-lo. Por isso, vamos explicar.

Quando se trata de recuperar um valor devido, há várias abordagens disponíveis, desde medidas amigáveis, como um telefonema ou uma mensagem de texto, até a medida extrema de entrar com uma ação judicial para recuperar a dívida.

Esse último recurso é normalmente acionado quando o credor já esgotou todas as outras tentativas de comunicação e negociação com o devedor e envolve implicações legais significativas, além de sérias consequências para sua vida financeira e pessoal. Veja mais a seguir!

Como funciona uma cobrança judicial?

A cobrança judicial é o processo de recuperação de uma dívida através do sistema judiciário. Este procedimento é acionado quando o devedor se recusa a efetuar o pagamento dos valores pendentes, proporcionando ao credor a oportunidade de recuperar o valor devido.

Após a negociação da dívida, um juiz estabelece um prazo limite para o pagamento do débito. Além disso, a lei prevê consequências para o devedor, que pode ser compelido a liquidar a dívida até mesmo por meio da perda de seus bens.

Quando o credor recorre à justiça para iniciar uma ação de cobrança, isso pode resultar em tipos distintos de procedimentos judiciais: ação de execução, ação monitória e ação de cobrança. Em qualquer um desses cenários, caso não cumpra com suas obrigações, o devedor pode ter os fundos retirados de sua conta ou seus bens apreendidos para saldar a dívida. Leia mais sobre cada um deles a seguir:

– Ação de Cobrança Procedimento Comum: Este é o método mais demorado, geralmente utilizado quando há escassez de evidências ou documentos que comprovem a dívida.

– Ação Monitória: Essa abordagem é empregada quando há uma abundância de documentos e provas que sustentam a existência da dívida, dispensando a necessidade de uma audiência de conciliação.

– Ação de Execução de Título Extrajudicial: Este recurso envolve uma intimação seguida de um prazo para pagamento, e se o pagamento não for realizado, pode levar à penhora de bens do devedor.

O tempo que o processo levará para ser concluído será influenciado por vários fatores, tais como a natureza da dívida, como a disposição do devedor em efetuar o pagamento, a eficiência do cartório, a agenda do juiz, a existência de ativos disponíveis e até mesmo se o devedor optará por apresentar recursos legais. Como resultado, é típico que o processo tenha uma duração de seis meses a dois anos.

Como saber se minha dívida foi ajuizada?

Quando uma dívida é ajuizada, um aviso legal referente à existência da dívida é despachado, mas há a possibilidade de o devedor não receber qualquer notificação. Nesse cenário, é incumbência dele verificar o status de seu CPF para determinar se existe alguma dívida objeto de ação judicial.

O procedimento é relativamente simples: se o devedor mantiver algum registro em uma agência de avaliação de crédito, ele pode acessar as informações sobre seus débitos, verificar se seu nome está com restrições e até mesmo obter orientações sobre como renegociar suas dívidas.

Assim que ele estiver ciente da existência ou ausência de uma dívida sujeita à ação judicial em seu nome, pode entrar em contato com o credor para manifestar sua intenção de quitar a dívida. Por outro lado, se possuir evidências que contestem a cobrança, ele tem um prazo de até duas semanas para apresentá-las.

O que fazer quando uma dívida vai pro fórum

Embora lidar com essa situação possa ser desconfortável e, por vezes, desafiador financeiramente, optar por não fazer nada é o pior erro que se pode cometer. Uma alternativa sensata é buscar a assistência de um profissional especializado, o que proporcionará um suporte adequado para resolver o problema. Ignorar um processo judicial de cobrança pode afetar negativamente você e sua família no presente e no futuro.

Mesmo que uma dívida pareça estar em suspenso por um tempo, ela pode ser retomada a qualquer momento. Isso pode resultar em um prejuízo financeiro considerável, pois o valor da dívida tende a aumentar com o tempo. Dívidas que inicialmente eram pequenas podem se transformar em montantes substanciais, acrescidos de juros, correção monetária e multas. Por isso, não ignore o problema e busque quitar a dívida da melhor maneira possível!

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Que tipo de dívida pode perder a CNH? Nós explicamos

Quando se esgotam todas as opções legais para localizar os bens do devedor e o devedor permanece inativo, o juiz pode tomar outras medidas com o objetivo de tornar o processo mais eficaz e garantir o cumprimento do direito em questão. Entre essas medidas, está a possibilidade de suspender a Carteira de Habilitação (CNH) do devedor até que ele cumpra suas obrigações ou até mesmo apreender seu passaporte, caso ele tenha o hábito de viajar para o exterior, por exemplo.

Nesse contexto, o Tribunal de Justiça recentemente se pronunciou, decidindo que, diante da falta de pagamento e da impossibilidade de satisfazer a dívida por meio das ações de penhora previstas na lei, o devedor pode, temporariamente, perder seu direito de dirigir ou sua habilitação. Entenda melhor, no conteúdo que preparamos!

Qualquer dívida pode levar à apreensão da CNH?

Em relação a quais dívidas podem ter como resultado a apreensão da CNH, cada caso é diferente, mas adiantamos que não é preciso se desesperar. Quando falamos de dívidas registradas nos Serviços de Proteção ao Crédito, essa medida bem provavelmente não será aplicada. Isso porque existem medidas coercitivas específicas para esse tipo de situação, como o bloqueio das contas bancárias do devedor ou a penhora de seus bens.

Portanto, a apreensão da CNH ou a suspensão judicial do direito de dirigir será raramente aplicada nesses casos. Para que a apreensão da CNH seja colocada, de fato, em prática, o juiz deve avaliar se a aplicação da medida é razoável e proporcional, considerando primeiro se existem alternativas menos intrusivas e se o devedor realmente tem condições de quitar a dívida.

Esse tipo de sanção costuma ser utilizado quando há um processo judicial para cobrança da dívida e não se encontra patrimônio ou dinheiro em nome do devedor. No entanto, mesmo assim, a pessoa realiza viagens internacionais e possui um carro de luxo, por exemplo.

Dessa forma, o juiz pode considerar que há uma incompatibilidade entre a situação financeira aparente e as evidências encontradas e, assim, recorrer a essas medidas coercitivas para pressionar o devedor a efetuar o pagamento. Além disso, existem algumas exceções para a apreensão da CNH por dívida, que tratamos no tópico a seguir!

Quais são as exceções para esse tipo de medida?

Já deu para perceber que ter a CNH apreendida por dívida não é tão simples assim e existem algumas exceções:

– As medidas coercitivas, como a apreensão da CNH por dívidas, só podem ser aplicadas se não afetarem direitos fundamentais, como o direito à saúde e à segurança;

– As medidas também devem atender aos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, precisando ser coerentes com a irregularidade cometida pelo inadimplente;

– Quem usa a CNH para trabalhar não pode ter o documento apreendido;

– Para que alguém tenha o documento apreendido ou seja barrado de participar de concursos públicos, será necessária uma decisão decorrente de um processo na Justiça.

* Dívidas alimentares estão livres da apreensão da CNH e do passaporte, assim como débitos de motoristas profissionais.

Agora, vamos a alguns pontos que achamos válido ressaltar. Primeiro: a apreensão não significa perda da CNH permanentemente. Ao tomar a decisão, o juiz irá estabelecer o que é preciso para recuperar o documento. O segundo ponto é que estar com dívidas em atraso não quer dizer que o devedor terá a CNH necessariamente apreendida. Para que isso aconteça, é preciso uma decisão judicial.

Dito isso, qualquer dívida, independentemente de sua origem, pode ser cobrada judicialmente, no entanto antes de chegar a este ponto, a instituição credora que não recebeu o pagamento deve tentar contato com o cliente, via e-mail, telefone e carta, por exemplo. E é o que a maioria das empresas costuma fazer, pois arcar com um processo judicial pode ser perda de tempo e dinheiro para um negócio.

A finalidade dessa medida é aumentar a eficácia na cobrança de dívidas e evitar que consumidores que se recusam a cumprir suas obrigações fiquem impunes. Entretanto, é essencial destacar que essas medidas devem ser realizadas com moderação pelo poder judiciário, evitando qualquer abuso ou excesso, e sempre respeitando os direitos fundamentais dos cidadãos, como vamos explicar melhor adiante.

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Quem pode me ajudar a pagar minhas dívidas

Quem tem dívidas acumuladas pode se ver num beco sem saída com frequência. As taxas e os juros fazem os valores crescerem a cada mês e a possibilidade de quitar todas as pendências financeiras torna-se mais e mais distante. Aí você se pergunta: quem pode me ajudar a pagar minhas dívidas? E já adiantamos que existem sim maneiras de pagar seus débitos até mesmo com descontos e melhores condições de pagamento do que as originais. Veja mais no conteúdo que preparamos!

Se você se pergunta “quem pode me ajudar a pagar minhas dívidas”, já adiantamos que existem maneiras de fazer isso até mesmo com descontos. Veja mais!

Disciplina e organização são seus grandes aliados

Pode parecer clichê, mas o primeiro passo que vai te ajudar a pagar suas dívidas vai precisar da sua própria organização e também de muita disciplina. Inicialmente, será essencial calcular o valor de todas as suas dívidas. Reúna suas faturas e veja o quanto você deve, com os juros, taxas e impostos cobrados. Se enfrentar alguma dificuldade para encontrar todas as informações, pode entrar em contato com os credores e pedir ajuda para entender esses valores.

Além disso, pagar as dívidas sem ter um orçamento organizado é praticamente impossível! Hoje, você pode contar com o auxílio de diversas ferramentas para organizar, seus gastos, ganhos e ver o que pode mudar, além do quanto está disponível para quitar suas pendências. É possível fazer isso com aplicativos, planilhas e até mesmo os tradicionais papel e caneta. O importante é ter a disciplina de manter os dados sempre atualizados e checar o orçamento com uma frequência determinada.

Feirões de renegociação

Ao menos uma vez por ano, grandes instituições financeiras se organizam em ações especiais para ajudar a quitar dívidas e contribuir para o consumidor voltar a movimentar o mercado financeiro com o nome limpo. Dentre elas, estão os feirões de renegociação de dívidas, que costumam oferecer descontos exclusivos, além de facilidades para pagamentos à vista e parcelados aos consumidores endividados.

Dependendo do seu momento pessoal e financeiro, além das condições oferecidas no feirão de negociação de dívidas, o acordo pode ou não valer a pena. Se você conseguir um bom desconto à vista, por exemplo, e puder arcar com esse pagamento, pode ser uma boa opção. O que você não pode é assumir parcelas que vão comprometer o seu orçamento mensal e acabar virando uma nova bola de neve.

Pegar um empréstimo pode valer a pena

O empréstimo para pagar dívidas vai ser bom pra você, caso esteja trocando uma dívida cara, com altas taxas de juros, como costumam ser as de cartão de crédito e cheque especial, por uma mais barata, alcançada por meio de um crédito concedido por alguma instituição financeira. Dessa forma, você consegue limpar seu nome, recuperar o crédito e começa a retomar o controle do seu orçamento mensal.

É válido lembrar que além de analisar se este é um negócio que vale a pena para você, é importante que o empréstimo para pagar dívidas seja feito junto à uma instituição financeira confiável. Não tenha medo de tirar todas as suas dúvidas, questionar, fazer as contas e até mesmo pedir o auxílio de um especialista de sua confiança, antes de fechar o contrato. É como diz o ditado “o tratado nunca sai caro”.

Negociação diretamente com os bancos

Mesmo se não puder abrir mão de muito do que ganha para pagar as dívidas, vale a pena tentar negociar com o credor! Antes de procurar a instituição, tenha em mãos as informações sobre a sua dívida, como o valor do principal, o valor atual e o CET que você está pagando. Além disso, é preciso ter clareza sobre as suas finanças pessoais para saber qual é o seu saldo mensal disponível para pagar suas dívidas no acordo que será feito.

Não tenha medo de conversar, explicar a sua realidade e dizer que você quer pagar, mas precisa que seu credor te ajude a fazer isso acontecer. Fique atento para não aceitar juros maiores ainda na hora do parcelamento e leia com calma cada ponto do novo contrato. Se tiver alguma dúvida, recorra a um especialista!

Converse com a sua família

Essa parte pode não ser a mais fácil, mas é muito importante para sair das dívidas e recuperar sua saúde financeira. Seja honesto com a sua família sobre a sua situação atual. Mesmo que eles não possam te ajudar a pagar as dívidas de maneira direta, emprestando ou dando dinheiro, eles podem auxiliar de formas bem simples, seja economizando água e luz em casa ou até mesmo dando apoio emocional. Esses pequenos atos podem fazer toda a diferença!

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Medidas extrajudiciais para recebimento da dívida: como funcionam?

O endividamento dos brasileiros alcançou o maior nível histórico já registrado: 77,9% da população, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Essa situação afeta não só a vida financeira do consumidor e de sua família, mas também dos inúmeros negócios que dependem dessas quantias devidas para manterem sua estabilidade. Por isso, existem os meios formais, mesmo fora da justiça, para cobrança, como as medidas extrajudiciais para recebimento da dívida. Saiba mais sobre esse assunto a seguir!

O que são as medidas extrajudiciais para recebimento da dívida

Uma cobrança pode ser feita de diversas formas: por meio de cartas, telefonemas, e-mails e até mesmo mensagens de texto. Mas vamos falar melhor sobre o nosso assunto de hoje: as medidas extrajudiciais para recebimento da dívida.

Uma cobrança extrajudicial é realizada pelo credor, que envia uma notificação por conta própria e, sem envolvimento do judiciário, com o intuito de cobrar o devedor. Isso pode ser feito por meio de cartas, telefonemas, e-mails, visitas pessoais ou pelas agências de cobrança, que são contratadas especificamente para fazer a cobrança extrajudicial de dívidas em nome das empresas ou instituições financeiras credoras.

Durante as medidas extrajudiciais para recebimento da dívida, as partes envolvidas devem seguir à risca as regras estabelecidas pelo CDC (Código de Defesa do Consumidor), que proíbem qualquer tipo de pressão ou ameaça por parte dos cobradores. Outro ponto é que o devedor tem direito de ser notificado formalmente sobre a dívida e sobre as providências que serão tomadas caso a dívida não seja paga. Quando a cobrança extrajudicial não é bem sucedida, o credor pode recorrer à via judicial para receber o que lhe é devido.

O que diz o Código de Defesa do Consumidor?

Seja no contexto de recuperação de dívidas por meio do sistema legal ou por acordos fora do tribunal, o Código de Defesa do Consumidor estabelece que as empresas não estão autorizadas a empregar abordagens que causem humilhação ou sejam agressivas no processo de obtenção dos valores pendentes.

O artigo 42 do código especifica que a tentativa de cobrança de uma quantia devida não deve expor o indivíduo a situações embaraçosas ou constrangedoras. Tanto empresas quanto outros tipos de entidades credoras não possuem permissão para adotar táticas de ameaça, coação ou pressão, tampouco emitir declarações falsas de maneira enganosa ou imprecisa que possam, de qualquer forma, causar desconforto ao consumidor, seja em sua esfera profissional ou pessoal.

Para que serve, de fato, a cobrança extrajudicial?

Você pode até pensar que este tipo de cobrança não tem muito valor, já que como o próprio nome adianta, trata-se de algo extrajudicial. No entanto, para o credor, um acordo alcançado por meio de uma medida extrajudicial para recebimento da dívida garante que o débito será pago de forma mais célere. E não é só quem vai receber que se beneficia. Para o devedor, a negociação pode garantir melhores condições de pagamento e ajudá-lo a reorganizar sua vida financeira.

Por esse motivo, é comum chamarmos as medidas extrajudiciais para recebimento da dívida de “cobrança amigável”, uma vez que são propostos meios de pagamento que facilitam para o devedor quitar todas suas pendências financeiras, além de descontos no valor da dívida.

Além disso, o uso dessas cobranças extrajudiciais ainda oferece outros benefícios, entre eles:

– Preservar um bom relacionamento com o cliente;

– Menos desgaste e mais facilidade na negociação para ambos os lados envolvidos ;

– Economia na cobrança pela ausência dos custos judiciais.

Procedimentos da cobrança extrajudicial

O primeiro passo de uma cobrança extrajudicial é o envio de uma notificação propondo uma resolução amigável da dívida, sem envolver o judiciário. Essa etapa é importante principalmente se o credor precisar recorrer ao judiciário depois, pois poderá comprovar que procurou solucionar o problema e também que o devedor estava ciente do que precisava pagar.

Para que isso fique registrado, a notificação pode ser feita por meio de Cartório de Registro de Títulos e Documentos, geralmente recomendado para dívidas de grande valor, ou por Carta com Aviso de Recebimento, uma notificação enviada via correio. Mesmo sem poderem comprovar que o devedor recebeu a notificação, a maioria das empresas costuma enviar mensagens, principalmente no início das medidas extrajudiciais para recebimento da dívida.

Se não receber nenhuma resposta do devedor e o credor decidir entrar com um processo judicial, um oficial de justiça vai comparecer à residência do devedor para avisá-lo do início do processo. Com a comprovação da dívida e o andamento da ação, o juiz vai apresentar um prazo para que a dívida seja quitada. Se não pagar o estipulado até o prazo estabelecido, existe o risco de a conta da pessoa devedora ser bloqueada e os bens penhorados.

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Quando o banco toma o veículo a dívida continua? Saiba mais

O financiamento é uma alternativa comum entre quem quer adquirir um bem de valor alto, mas não tem condições de realizar o pagamento à vista. No entanto, muitos consumidores acabam enfrentando dificuldades em pagar as parcelas e podem ter seu bem penhorado por isso. Nessa situação surge uma dúvida: quando o banco toma o veículo, a dívida continua ou você não tem mais nenhuma obrigação com o pagamento? Entenda melhor, no conteúdo que preparamos!

Como funciona o financiamento de um veículo

Ao adquirir um automóvel através de um processo de financiamento, você não precisa desembolsar o montante integral do veículo de uma única vez, mas sim realizar pagamentos mensais ao longo de um período predeterminado.

Para isso, o comprador precisa escolher uma instituição financeira e entrar em negociação para estabelecer os termos, incluindo o prazo de quitação, a taxa de juros e o valor das prestações. Normalmente, os bancos disponibilizam diversas alternativas de financiamento de veículos, cada uma com suas próprias particularidades e condições.

É fundamental ter em mente que o carro adquirido via financiamento é usado como garantia para o empréstimo. Portanto, o banco tem a prerrogativa de tomar o veículo, no caso de inadimplemento. Dessa forma, é crucial que o comprador esteja confiante de sua situação financeira e se organize para efetuar a quitação do financiamento do automóvel.

Quando ocorre a penhora do veículo financiado?

A tomada do automóvel pelo banco não é uma medida instantânea, sendo realizada somente após uma série de esforços de cobrança e negociação com o cliente. Dito isso, é importante ressaltar que a legislação ampara os direitos do consumidor, e o banco é obrigado a aderir estritamente ao procedimento legal estipulado para efetuar a recuperação do veículo. Antes de atingir essa fase, tanto a instituição bancária quanto o cliente devem buscar vias para resolver a dívida de maneira amigável e justa.

O que acontece quando o banco toma o veículo?

Quando todas as tentativas de resolver a situação de maneira amigável já foram esgotadas, o banco precisa seguir um processo legal rigoroso. O procedimento tem início com a notificação ao cliente, solicitando a regularização da dívida. A penhora do veículo deve ocorrer mediante uma ordem judicial emitida por um juiz.

É fundamental que o cliente esteja ciente desse processo e possa apresentar uma defesa, se desejar. Após a tomada do automóvel, o banco tem o direito de vender o bem com o propósito de quitar a dívida. Se o valor obtido for suficiente para cobrir integralmente o montante devido, incluindo juros e encargos, a dívida é considerada como liquidada.

No entanto, apesar de o automóvel ser retomado pelo banco, isso não implica automaticamente na quitação da dívida. Portanto, mesmo com a penhora do veículo, o cliente ainda pode ter uma dívida remanescente com o banco, se o valor obtido com a venda do automóvel não for suficiente para cobrir o montante total devido.

Nesse cenário, o banco pode buscar o pagamento do saldo devedor por meio de outras medidas, como protestos ou ações judiciais. Dessa forma, existe sim a possibilidade do banco tomar o veículo e a dívida continuar existindo.

Como evitar que o banco tome seu veículo

Alguns cuidados são essenciais para evitar que você tenha seu veículo tomado pelo banco em caso de inadimplência. O primeiro passo é estar sempre atento às notificações de cobrança que você recebe para não deixar nenhum pagamento passar por descuido. Se você não conseguir efetuar algum pagamento, não deixe a dívida crescer e virar uma bola de neve, procure renegociar o mais rápido possível.

Se você perceber que foi cobrado indevidamente por algum valor ou está sofrendo com juros abusivos, procure um advogado especializado para te ajudar. Tome cuidado com soluções milagrosas para quitar seu financiamento e tenha atenção a cada ponto do contrato antes de assiná-lo para não ter nenhum tipo de prejuízo.

Seguindo essas dicas, você se respalda para não ter problemas com a busca e apreensão do seu veículo financiado, um bem que você trabalhou tanto para conquistar. É importante que você se informe sobre seus direitos e não aceite qualquer cobrança abusiva. Lembre-se de sempre procurar ajuda, se não entender o suficiente dos procedimentos de cobrança penhora do automóvel.

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