Ter mais de uma dívida na mesma instituição é mais comum do que parece. Segundo levantamento da Serasa, 49% dos endividados com bancos concentram múltiplas dívidas em uma mesma instituição, e o setor financeiro responde por 47% dos débitos ativos no país.
Isso acontece porque produtos diferentes, cartão, cheque especial, empréstimo, consignado, costumam ser oferecidos pelo mesmo banco onde a pessoa recebe salário.
Por que a concentração acontece
Quando a conta principal fica no vermelho, o banco tende a oferecer alternativas dentro da própria casa: limite do cheque especial, parcelamento de fatura, empréstimo pessoal para regularizar. Cada oferta resolve o mês, mas soma um contrato novo.
Em um cenário em que 50,9% da população adulta está negativada, com 345,5 milhões de dívidas em aberto e mais de R$ 579,5 bilhões em débitos, essa concentração ajuda a explicar por que o valor total surpreende tanta gente.
Mapeie contrato por contrato
O erro mais comum é tratar tudo como “a minha dívida no banco”. São contratos distintos, com custos e regras distintas, e a negociação muda conforme o produto.
- Liste cada contrato separadamente, com produto, valor e situação.
- Marque quais estão em dia e quais estão em atraso.
- Identifique quais têm débito automático na conta do salário.
- Anote qual deles cresce mais rápido a cada mês.
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Receber assessoria gratuitaO risco do desconto em conta
Quando várias parcelas são debitadas automaticamente da mesma conta, o salário pode ser consumido antes do essencial. Isso gera um ciclo: falta dinheiro para viver, entra novo crédito, aumenta o comprometimento.
Entender quanto da renda está comprometido com débitos automáticos é um dos passos mais importantes para retomar o controle.
Negocie o conjunto, não uma peça
Negociar apenas a dívida que mais incomoda pode aliviar a cobrança e piorar o total. Enquanto uma é acordada, as demais seguem acumulando encargos.
Ao tratar o conjunto, você compara quanto sobra por mês com a soma das parcelas propostas e evita fechar acordos que não convivem entre si.
- Defina o valor máximo total que cabe no mês, antes de negociar.
- Peça alternativas de prazo para cada contrato.
- Evite acordos com parcelas que se sobrepõem nas mesmas datas.
- Registre tudo por escrito, contrato por contrato.
Quando buscar apoio
Se a soma das propostas ultrapassa o que sobra no mês, a negociação precisa de estratégia, não de mais um acordo isolado.
A Bravo avalia o cenário completo de forma gratuita e apoia a construção de um plano único de pagamento. Cada caso é avaliado individualmente, e as condições dependem de cada credor.